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Base de conhecimento de práticas

Stay interviews (entrevistas de retenção)

Entrevistas de retenção são conversas regulares com os colaboradores sobre o que os ajuda a permanecer e o que pode levá-los a sair.

Organização Equipe stay-interviews
Seções da documentação

O que é

A entrevista de retenção é realizada antes do pedido de demissão, para identificar o risco de rotatividade mais cedo. O gestor ou RH discute com o colaborador o que mantém o interesse no trabalho, o que incomoda e quais condições podem levar à busca por outro emprego. A prática é útil onde há confiança na conversa e disposição para analisar causas recorrentes, em vez de apenas coletar reclamações.

Quando ajuda

  • Colaboradores de alto desempenho passaram a demonstrar menos iniciativa ou falam sobre cansaço em relação à sua função atual.
  • O risco de saída está aumentando na equipe, mas as razões ainda são percebidas apenas por rumores e sinais isolados.
  • O gestor só fica sabendo dos problemas na entrevista de saída, quando já é tarde para agir.
  • Os colaboradores não enxergam motivos claros para permanecer na empresa ou na equipe.
  • O RH precisa entender quais condições retêm as pessoas em diferentes equipes sem realizar uma pesquisa em massa.

Como começar

  1. 1 Escolha um grupo de colaboradores em que o risco de saída seja especialmente crítico para a equipe ou para o negócio.
  2. 2 Defina o responsável pelas conversas: geralmente é o gestor direto, com o apoio do RH.
  3. 3 Prepare um conjunto breve de perguntas sobre o que faz a pessoa querer ficar, o que atrapalha e quais mudanças são importantes para o colaborador.
  4. 4 Realize a conversa individualmente e separe promessas pessoais dos temas que precisam ser tratados no nível da equipe.
  5. 5 Registre as causas recorrentes de risco e escolha algumas ações que possam ser realmente implementadas.

Efeito esperado

A prática ajuda o gestor a identificar mais cedo as razões de uma possível saída e a não esperar pela entrevista de saída. A equipe recebe sinais mais precisos sobre carga de trabalho, desenvolvimento, reconhecimento ou condições de trabalho, com os quais é possível atuar antes da busca ativa por outro emprego.

Erros comuns

  • Conduzir a conversa como um questionário formal e não deixar espaço para uma resposta genuína do colaborador.
  • Coletar expectativas, mas não retornar com uma resposta sobre o que será feito e o que não é possível no momento.
  • Prometer mudanças rápidas na remuneração, na função ou na carga de trabalho sem alinhamento com os responsáveis pelas decisões.
  • Usar as respostas contra o colaborador: depois disso, as pessoas passam a esconder os verdadeiros motivos de insatisfação.
  • Conversar apenas com aqueles que já estão à beira da saída e perder os sinais precoces dos demais.

Leituras complementares

  • Livro: Richard P. Finnegan, The Power of Stay Interviews for Engagement and Retention
  • Livro: Beverly Kaye, Sharon Jordan-Evans, Love 'Em or Lose 'Em
  • Relatório: Gallup, State of the Global Workplace, seções sobre engajamento e retenção

FAQ

Quem deve conduzir a entrevista de retenção?

Na maioria das vezes, a conversa é conduzida pelo gestor direto, pois ele influencia o trabalho do colaborador todos os dias. O RH auxilia com as perguntas, o treinamento e a análise dos temas recorrentes.

É possível começar sem um consultor?

Sim. Basta escolher um grupo pequeno, preparar algumas perguntas abertas e combinar como registrar os temas sem detalhes pessoais excessivos.

O que fazer se o colaborador mencionar problemas que não podem ser resolvidos rapidamente?

Reconheça a limitação diretamente, explique quem é o responsável pela solução e combine o próximo passo. É importante não prometer o impossível e não deixar a conversa sem retorno.

Como saber se a prática está funcionando?

Observe se estão surgindo causas recorrentes de risco, se há ações dos responsáveis sobre elas e se os gestores retornam aos colaboradores com uma resposta. Apenas realizar a entrevista não é suficiente.