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Base de conhecimento de práticas

Marketplace de habilidades

O marketplace de habilidades ajuda os colaboradores a mostrarem suas competências e os projetos internos a encontrarem mais rapidamente pessoas com a expertise necessária.

Organização skills-marketplace
Seções da documentação

O que é

É uma plataforma ou catálogo interno onde os colaboradores indicam habilidades, experiência e interesse em projetos, e os gestores publicam tarefas que precisam dessa expertise. A prática fecha a lacuna entre o que as pessoas sabem fazer e onde a empresa realmente utiliza essas habilidades. Ela é útil quando a organização já tem um fluxo de projetos e disposição para negociar a participação temporária de pessoas de diferentes equipes.

Quando ajuda

  • Os projetos buscam especialistas por meio de contatos pessoais, e não por um canal interno claro.
  • Os colaboradores possuem habilidades fortes que não são aplicadas no cargo atual.
  • Os gestores não veem onde dentro da empresa há a expertise necessária.
  • O crescimento na carreira se resume a mudar de cargo, embora as pessoas precisem de experiências em projetos e novas tarefas.
  • As vagas internas e as funções em projetos surgem, mas os colaboradores ficam sabendo tarde demais.

Como começar

  1. 1 Escolha um tipo de projeto para o qual a busca por habilidades seja especialmente difícil no momento.
  2. 2 Descreva um perfil resumido do colaborador: habilidades-chave, experiência, interesses, disponibilidade e consentimento para contato.
  3. 3 Defina um responsável pelo catálogo, que verifique a qualidade dos dados e ajude as equipes a formular solicitações.
  4. 4 Publique as primeiras solicitações de projeto com uma tarefa clara, prazo de participação, contribuição esperada e pessoa responsável pelo contato.
  5. 5 Verifique, após algumas buscas, quais campos ajudam a encontrar pessoas e quais apenas geram preenchimento desnecessário.

Efeito esperado

A empresa utiliza melhor a expertise já existente: os projetos encontram as pessoas certas mais rapidamente, e os colaboradores veem maneiras reais de aplicar habilidades e experimentar um novo passo na carreira. Para os gestores, é mais fácil discutir o desenvolvimento por meio de tarefas concretas, e não apenas de desejos abstratos.

Erros comuns

  • O catálogo se transforma em um questionário sem solicitações reais de projetos, e os colaboradores param de atualizá-lo.
  • Ninguém verifica as habilidades, por isso a busca gera ruído e reduz a confiança na plataforma.
  • Os gestores de linha não liberam as pessoas para os projetos, e o marketplace permanece uma vitrine sem mobilidade real.
  • As solicitações são publicadas sem a dedicação esperada e sem um responsável, por isso é difícil para os colaboradores entenderem com o que estão concordando.
  • A plataforma não é adequada como primeiro passo se a empresa não tem regras para a participação temporária de pessoas em projetos de outras áreas.

Leituras complementares

  • Livro: Reid Hoffman, Ben Casnocha, Chris Yeh, The Alliance
  • Livro: Josh Bersin, Irresistible, capítulos sobre talent marketplace e oportunidades internas
  • Relatório: World Economic Forum, Future of Jobs Report, seções sobre habilidades e requalificação
  • Relatório: LinkedIn Workplace Learning Report, seções sobre mobilidade interna e desenvolvimento de habilidades

FAQ

Quem deve ser o responsável pelo marketplace de habilidades?

Geralmente, é necessário um responsável da área de RH, operações de pessoas ou escritório de desenvolvimento, mas os gestores de negócios devem publicar regularmente solicitações reais de projetos. Sem a participação deles, o catálogo fica desatualizado rapidamente.

É possível começar sem uma plataforma específica?

Sim. Para um piloto, uma planilha ou formulário simples é suficiente, desde que contenha habilidades, interesses, disponibilidade e contato. É importante verificar a demanda por busca de pessoas antes de comprar ou construir uma ferramenta complexa.

Como saber se a prática está funcionando?

Observe se surgem correspondências reais entre projetos e pessoas: quantas solicitações recebem respostas, quantos colaboradores se envolvem nas tarefas e se eles atualizam seus perfis após as primeiras buscas.

O que fazer se os gestores não querem liberar os colaboradores?

Primeiro, entre em acordo sobre as regras: parcela de tempo permitida, prazo de participação, aprovação do gestor atual e forma de substituição da carga de trabalho. Sem essas regras, o marketplace gera conflito pelas pessoas.